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Notícias

  • 9th International Conference on Geomorphology (9th ICG) New Delhi, India, November 6-11, 2017

    O tema principal desta Conferência é "A Geomorfologia e a Sociedade" e está sendo organizada pelo Instituto Indiano de Geomorfologia. A Conferência incluirá sessões científicas, conferências e uma oficina dedicada aos "Jovens Geomorfólogos" Mais informações www.icg2017.com

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  • IBGE lança novo Mapa de Cobertura e Uso da Terra do Brasil

    O IBGE divulgou o relatório das mudanças na Cobertura e Uso da Terra do Brasil 2014, com comentários, tabelas e gráficos.

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  • Mapa de solos do Brasil na escala 1:5.000.000

    A Embrapa Solos lançou em 2011 o mapa de solos do Brasil na escala 1:5.000.000 atualizado de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos 2006. Além do relatório, é possível ter acesso aos mapas nos formatos PDF e JPG, além do formato SHP (ESRI) para uso em ambiente SIG.

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  • Atlas de Solos da América Latina e do Caribe

    Com o objetivo de apoiar o uso sustentável do solo, a Comissão Européia, juntamente com a Organização Mundial para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidades, lançam o Atlas de Solos da América Latina e do Caribe. A iniciativa visa fortalecer a cooperação entre a América Latina e a União Europeia nas questões relacionadas às mudanças ambientais.

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  • As 110 montanhas de 6000 metros nos Andes

    Trata-se de um estudo realizado por Maximo Kausch, utilizando-se de dados Aster e SRTM para mapear as montanhas com altitude superior a 6000 metros dos Andes.

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Linhas de Pesquisa

  • LINHAS DE PESQUISA DO LABOGEF

     

    A equipe do LABOGEF tem se dedicado a levantamentos, mapeamentos, avaliação e modelagens geoambientais, tradicionalmente enfatizando impactos ambientais decorrentes das mudanças de uso do solo, sobretudo desde o século passado e no estado de Goiás, em escala de semidetalhe, detalhe e ultradetalhe, relativos a mudanças de uso do solo, fragmentação das paisagens numa perspectiva de geoecologia (vertente geográfica da ecologia das paisagens), processos erosivos hídricos, incluindo desertificação induzida, e de sedimentação de recursos hídricos (assoreamento), compactação e contaminação de solos e recursos hídricos. Mais recentemente vem dando início a estudos de geoarqueologia (atributos geoambientais de sítios arqueológicos visando reconstituição paleoambiental), processos de pedogênese x morfogênese, visando a reconstituição das relações da evolução solo x relevo, e dendrogeomorfologia (avaliação de processos geoecoambientais com base na avaliação dos anéis de árvores e arbustos). Nos últimos anos cinco linhas de pesquisa vêm se destacando, sendo quatro de pesquisa e uma de extensão. As linhas de pesquisa são:

     

    (1) Mudanças de Uso do Solo e Geoecologia - trata-se, respectivamente, da avaliação das sucessões de uso do solo, suas características, causas e consequências, e no processo de fragmentação das fitofisionomias originais do Cerrado, no sentido da conservação de suas funções ecológico-ambientais e geográficas das paisagens nas escalas regionais e sub-regionais, com ênfase no Bioma Cerrado, em particular no estado de Goiás. Destacam-se os estudos das taxas de desmatamento e conversão agropecuária, associados à expansão da fronteira agrícola do século passado na região Centro-Oeste, que resultou na expansão das monoculturas de grãos, cana-de-açúcar e grandes áreas de pastagem extensiva, à custa de intenso processo de fragmentação das coberturas naturais e no aparecimento de áreas degradadas, estas concentradas sobre solos frágeis, Áreas de Preservação Permanente (APP) de drenagem (rios e similares), de encostas íngremes e de nascentes e criando o efeito de borda em fragmentos remanescentes maiores, além do comprometimento severo dos pequenos. São alvos preferenciais: a alta bacia do rio Araguaia, a do alto rio Paranaíba, ambas dominantes no Sul Goiano, e a do rio Paranã, dominante no Nordeste Goiano, onde dominam, nas duas primeiras, o grande agronegócio liado ao binômio carne x grãos e cana-de-açúcar, e na última a II Reserva da Biosfera (da UNESCO), a qual concentra um número variado de unidades de Conservação Estadual e Federais de diversa categorias, incluindo as Áreas Prioritárias para Conservação e Recuperação Ambiental. Essa linha contou com auxílios do CNPq e FAPEG e esta última com apoio do ICmBio.

     

    (2) Impactos Ambientais - trata-se dos estudos sobre os processos de (2.1) Erosão hídrica. (2.2) Compactação do solo e (2.3) Contaminação de solos e águas. A Erosão Hídrica é uma linha tradicional de pesquisa do LABOGEF e se concentra principalmente nos estudos da erosão linear ou em sulcos, do tipo ravinas e voçorocas, que revelou mudanças no padrão de escoamento das águas de chuva, superficiais e,ou subsuperficiais, principalmente nos terrenos constituídos por solos mais frágeis, através de rotas preferenciais de enxurradas, devido diversas causas. As pesquisas contaram com auxílio à pesquisa do CNPq, da FAPEG, tendo criado um banco de dados e um site (www.labogef.iesa.ufg.br). Os resultados da pesquisa sobre erosão na alta bacia do rio Araguaia já foram divulgados no Jornal da UFG (https://jornalufgonline.ufg.br/n/50594-bacia-do-rio-araguaia-pesquisas-completam-15-anos-e-apresentam-dados preocupantes). Recentemente outros dois projetos vem se destacando, um realizado para Mineiros e entorno e outro focando três reservatórios de UHE. Este já foi matéria da ASCOM (https://www.ufg.br/n/86156-pesquisa-avalia-ocorrencia-de-erosoes).  Destaca-se, atualmente, o projeto de Mineiros onde também foram avaliados os parâmetros menos utilizados, que além de delimitar os clusters de densidade dos focos existentes e em sua área de contribuição, também avançaram na sua classificação funcional e na modelagem geoespacial explicativa. Foi dada ênfase também à sucessão lateral descendente dos solos nas encostas (topossequências) das áreas críticas, as quais corroboram parâmetros revelados pelos focos existentes e permitem extrapolação para delimitar as áreas e setores de risco. Esse projeto contou com recursos do CNPq e FAPEG. No projeto dos Reservatórios de UHE desenvolvido em parceria com a Escola de Engenharia Civil da UFG, liderada pelo Prof.Dr. Maurício Sales, já em fase final, diz respeito de monitoramento e técnicas de controle de processos erosivos nas áreas de influência no entorno de reservatórios de UHE, processos esses que resultam em assoreamento, podendo diminuir sua vida útil. Tratou-se de um projeto P & D junto à Eletrobrás-Furnas, coordenado pela Dra. Marta Pereira da Luz, engenheira de Furnas em Aparecida de Goiânia. Foram desenvolvidos critérios para identificação e delimitação de áreas críticas de ocorrência do processo erosivo e de assoreamento focando principalmente suas áreas de influência direta. Foi possível não apenas identificar as áreas críticas como reconhecer os padrões espaciais e comportamentais dessas áreas e desenvolver a modelagem. Uma primeira matéria sobre esse projeto foi publicada em https://www.ufg.br/n/86156-pesquisa-avalia-ocorrencia-de-erosoes. Esse projeto contou com recursos da ANEEL geridos pela FUNAPE. Atualmente, deu-se início a um terceiro projeto que é o de Erosão no estado de Goiás que prevê a elaboração do Mapa de Erosão do Estado de Goiás. Esse projeto corresponde a um desdobramento das pesquisas anteriores em que pudemos não apenas obter os parâmetros causais do fenômeno como mapear a suscetibilidade (ou potencial) de ocorrência do processo, bem como das áreas de risco, e alimentarmos os modelos do processo. A compactação aborda, sobretudo, a recente expansão da cana-de-açúcar após diferentes usos anteriores como soja, pasto e pasto-soja- cana, comparativamente a solos de área natural. Esses estudos permitiram desenvolver metodologia para avaliar e mapear o potencial de compactação e os riscos no Sudoeste Goiano, bem como aprofundar nas características das microestruturas, do comportamento físico-hídrico e o comportamento da biota dos solos sujeitos a diferentes graus de compactação dos solos afetados, sobretudo argilosos e de textura média A contaminação vem abordando principalmente o uso de agrotóxicos e de aplicação de vinhaça, com destaque para os estudos sobre o potencial de compactação por vinhaça, tanto na escala estadual como local, que vem revelando relativa concentração das áreas potenciais sobre solos no Sul goiano, associadas à natureza dos terrenos e dos solos, além do manejo altamente tecnificado da cana-de-açúcar que se expande aceleradamente nessa porção do Estado.

     

    (3) Recursos Hídricos, Geomorfologia e Geomorfologia Fluvial - esta linha envolve vários estudos. Tradicionalmente abordou processos de comportamento morfológico e das cargas do canal do médio rio Araguaia e seus afluentes tendo produzido um número elevado de publicações e revelado ainda que o rio se encontra em processo de sedimentação acelerada e vinculada às mudanças de uso do solo, na alta e média bacia. Mais recentemente vem abordando os efeitos do desmatamento de Matas ciliares sobre a dinâmica geomorfológica fluvial. Vários estudos vêm se desenvolvendo sobre a natureza do material constituinte das margens dos rios afluentes do rio Araguaia e sua relação com a presença/ausência de mata ciliar; sobre a compartimentação geomorfológica e caracterização fluviocárstica do Parque Estadual Terra Ronca e entorno, no Nordeste Goiano (financiado pelo CNPq/Edital Universal-), com foco principal no Parque Estadual Terra Ronca, cujas formas de relevo dominam uma faixa de 20 km de largura ao longo do limite interestadual Goiás/Bahia, apresentando muitas cavernas com sumidouros que sofrem aporte da carga sedimentar provenientes dos sistemas de montante. A problemática deste projeto é verificar quais bacias contribuintes do sistema cársico fornecem maior aporte sedimentar ou potencial de transferência de sedimentos e as variações dos parâmetros físico-químicos das águas que atravessam o sistema.

     

    (4) Relações Solo x Relevo e evolução da paisagem - Esta linha tem como foco o estudo da gênese e da evolução das paisagens com atenção especial para: (1) a compartimentação morfopedológica e (2) o papel dos processos pedogenéticos e geoquímicos nas paisagens. Procede à compartimentação das relações substrato x relevo x solo de diversas áreas e em diferentes escalas (sub-regionais e locais), com objetivos variados, sejam aplicados à erosão hídrica como às mudanças de uso do solo e à fragmentação das coberturas originais. Quanto aos processos pedogenéticos envolve, no momento, os projetos: (1) Datação de formações lateríticas e sedimentares da Bacia do Rio Negro e sua contribuição para o entendimento da história geomorfológica das terras baixas da Amazônia-Brasil, vinculado a um programa CAPES-COFECUB, desenvolvido em parceria a UNESP-Rio Claro e o Instituto de Mineralogia e de Física dos Materiais e de Cosmoquímica (IMPMC) da Universidade de Paris 6; (2) O papel da litoestrutura do carste na morfodinâmica cenozóica da Serra Geral de Goiás (GO/TO/BA), onde rochas calcárias desenvolveram paisagem exuberante típica, com cavernas e outras feições e se propõe a utilizar Berilo cosmogênicos e Luminescência Oticamente Estimulada (LOE) para datação de materiais e respectivas superfícies, de modo a reconstituir a paisagem cenozóica e sua evolução (3) Interpretação paleogeográfica de sítios arqueológicos em solos arenosos na bacia do médio rio Tocantins (TO).

     

    (5) Dendrogeomorfologia - é o estudo dos anéis de crescimento das árvores e arbustos de diferentes espécies que inclui uma 4ª dimensão - o tempo - nos estudos evolutivos dos processos e condições ambientais, além de variações climáticas do presente e do passado, com acurácia anual, abrangendo uma escala que varia de anos a milhares de anos. Divide-se em duas linhas principais de pesquisa: a dendroecologia (dendrogeomorfologia, dendrohidrologia, dendroclimatologia, dendroglaciologia, dendropatologia) e dendroarqueologia. É uma linha de pesquisa pioneira no estado de Goiás e como tal encontra-se em início de atividades, com potencial de contribuir para diagnóstico e monitoramento para recuperação de áreas degradadas, projetos de adequação ambiental de propriedades rurais, projetos de pagamentos de serviços ambientais e composição de um banco de dados dendrogeomorfológicos para o Cerrado goiano. Pode ser aplicada a diversos temas como na dinâmica dos processos geomorfológicos e dos recursos hídricos, na reconstituição climática, ecológica, de fisiologia vegetal e mesmo arqueologia. Atualmente concentra-se no projeto de pesquisa sobre a aplicação de dendrogeomorfologia na identificação de processos erosivos antrópicos no Cerrado goiano, que pretende identificar espécies arbóreas nativas do Cerrado, com evidências morfológicas de erosão (raízes expostas) e de sedimentação (tronco assoreado) como resultado da alteração da profundidade dos solos em função do uso e manejo.

     

    A linha de extensão refere-se ao Projeto Solo na Escola, como a seguir.

     

    (1) O Projeto Solo na Escola - é um grande projeto de extensão que integra na UFG, o IESA, através do LABOGEF, o Instituto de Informática (INF), através do Laboratório de Informática, a Escola de Agronomia (EA), através do Laboratório de Física do Solo e a Unidade Especial em Ciências Humanas da Regional Goiás, Campus Cidade de Goiás. Além da UFG, outras instituições colaboram com o Projeto Solo na Escola cedendo seus espaços para a recepção do público-alvo, constituído por alunos e professores da rede pública de ensino, incluindo o Jardim Botânico Amália Hermano Teixeira (AMMA) no município Goiânia e a Escola Família Agrícola de Goiás (EFAGO) no município de Goiás. Esse projeto vem sendo realizado em parceria com o Departamento de Solos da ESALQ, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo e tem por finalidade popularizar os conhecimentos sobre solos fomentando seu uso racional. E assim, proporcionar aumento da longevidade dos sistemas produtivos e da própria sociedade. As ações de extensão relacionadas buscam: i) introduzir e ampliar o conhecimento de estudantes e professores da rede pública de ensino sobre o recurso natural solo; ii) promover a capacitação de professores em adotar o solo como material e ferramenta didática de baixo custo; iii) elaborar e confeccionar materiais didáticos para facilitar a compreensão sobre o "funcionamento" e fragilidade do solo; iv) reduzir a degradação do solo através da ação participativa e colaborativa da sociedade; v) divulgar os resultados das experiências em eventos e em periódicos especializados de modo a apresentar metodologias e produtos. As ações educativas no âmbito de escolas municipais e estaduais, em ambiente urbano e/ou rural utilizam elementos pertinentes à prática conhecida como Pedagogia de Projetos, onde a temática parte de um problema inerente ao cotidiano dos participantes favorecendo sua análise e interpretação crítica (. As ações são também permeadas pelos conceitos da Educação Ambiental, da Aprendizagem Significativa e da Educação Experiencial.

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